Total de visualizações de página

sábado, 20 de setembro de 2014

Mas hoje é dia de São Mateus

Aqui vai um desabafo e um sincero sentimento de tristeza sobre onde nasci e hoje só passo os finais de semana(Belford Roxo) e onde passo a semana(Vila Isabel):

Vivo num lugar onde tudo que é errado é certo, e o certo, bem, depende de quem vai beneficiar.
Um lugar onde dar um jeitinho se tornou normal, seja pular o muro do trem, seja fazer aquele gato de luz/água, seja subornar a Polícia para não ter a moto apreendida(mesmo que esteja  3 anos sem vistoria, afinal, pra que isso mesmo, né?)...

Vivo num lugar onde um mendigo morre na porta da sua casa enquanto aparentava estar dormindo, e passar por mais de 4 moradores de rua em 5 minutos é normal, e mais que isso, ignorar sumariamente a existência deles diariamente é rotineiro. Como eu mesmo já ouvi 'esse aí não passa de hoje, se não matam a noite, morre sozinho e outro fica no lugar'.

Um lugar onde isso e muito mais se tornou absolutamente normal.
Normal também é andar na rua olhando para todas as direções já prevendo ser assaltado, e caso seja, a delegacia ser enrolada para fazer BO ou se dar ao trabalho de ir atrás do meliante, que inclusive já tem ponto garantido(opa!).

Normal é ver pessoas jogando lixo pelo carro/ônibus, mesmo tendo uma lixeira ao lado, afinal, inércia é uma boa justificativa(sqn). Só uma dica: o Verão está as portas.

Engraçado que quando eu era pequeno vi filmes políticos a respeito de como era o voto de cabresto na época da República e etc, cresci e percebi que essa triste realidade não ficou no passado, hoje mesmo estava eu aqui num ônibus na (esquecida)Baixada Fluminense e eis que ouço a seguinte conversa:

-Fulano: Deputado tal vai me pagar 30 reais pelo voto, tá comprando geral lá da firma. Não quero nem saber, ia votar em branco, pelo menos agora recebo pra isso, essa porra nunca vai mudar mesmo.

A charge abaixo exprime muito bem minha posição a respeito disso, mas está realmente triste votar nos dias de hoje, e nem precisei viver tanto pra perceber que nada mudou desde que tirei meu Instrumento de Tentativa de Mudança de Realidade, ou Título de Eleitor mesmo.


Enfim, é tanta merda junta que nem mais eu estou aguentando. Em 2010, eu com apenas 18 anos, já estava usando calmantes leves pra conseguir dormir(receitados, ok?) e controlar minha hipertensão(incrível ter a pressão mais elevada do que meus pais que já tem uma certa idade e não praticam nenhuma atividade física), tudo isso causado por uma vida de estudante puxada(CEFET, URRA!) e uma depressãozinha que nunca me abandona. E exatamente hoje já voltei a sentir umas dores bizarras no lado esquerdo do peito, fora alguns pontos escuros na vista(pode deixar, não vou pra luz tão cedo)...

Fica até sendo algo estranho comparar a vida dos meus pais com a minha.
Citando minha avó: 'Na nossa época não existia essa tal de depressão, era só trabalhar e tudo dava certo'.
Não sei se os problemas são ainda os mesmos, ou apenas mascarados com outros nomes mais pomposos, ou ainda que sempre estiveram lá, só que antes ainda era possível ignorá-los.

E chega de me estender, antes que você perca a paciência comigo(ou eu mesmo), ou que eu comece a chorar tudo aquilo que ainda não chorei até agora...

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Já virou cacto hoje?

Estava aqui olhando pro meu cacto, ele olhando pra mim... ou não, é um cacto!)

Eis que penso com meus butões: Já virei cacto hoje?


Não, não estou sob efeito de drogas psicotrópicas, mas estava pensando nas características do dito cujo e vendo se dava pra me comparar.

'Ah, mas cactos ferem, tem uma carapaça, são sem graça, prefiro rosas, copos de leite, petúnias...'

Mas pera lá, suas rosas podem ser bonitas, cheirosas e etc, mas elas resistem tanto as variações climáticas quanto um cacto?
Já pensou que os espinhos que tanto amedrontam, são apenas folhas que ficaram atrofiadas para que o cacto se proteja e não perca a água em seu interior?

Agora comparando com pessoas, já pensou que aquela mão amiga que a tanto tempo não se tem, acabou desaparecendo depois de tantas intempéries?


"Pessoas são como cactos....se fortalecem onde menos se espera, em climas n propensos se estabelecem, são uma mistura de beleza e brutalidade....cuja a ferida é só normalmente causada se provocada num contato não desejado..."

-Misskell



Próximo assunto aleatório: pessoas & caracóis